quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sindimoto defende plano do Detran gaúcho para mudar cursos de formação

 

Sugestões devem pautar reunião nacional dos Detrans que ocorre, nesta segunda-feira, em Porto Alegre

A fim de contribuir para a redução no número de mortes no trânsito, o Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindimoto/RS) garante ser favorável às alterações propostas pelo Detran gaúcho nos cursos de formação e qualificação de motoqueiros em todo o Brasil. O Rio Grande do Sul soma hoje mais de 1,1 milhão de motociclistas, segundo a estimativa da entidade.

A iniciativa do Detran, que prevê alterar artigos do Código de Trânsito Brasileiro e resoluções do Conselho Nacional de Trânsito, deve pautar a XXXVII Reunião da Associação Nacional dos Detrans, que ocorre no Centro de Convenções do BarraShoppingSul.

A proposta surgiu a partir de um levantamento que mostra que os motociclistas gaúchos com até três anos de carteira - 13% do total de habilitados na categoria - respondem por 39% dos envolvidos em acidentes com morte no período de 2007 a 2011 - uma diferença de 200%.

Para o presidente do Sindimoto/RS, Valter Ferreira da Silva, as mudanças previstas para qualificar a capacidade dos profissionais é fundamental para reduzir os níveis de acidentalidade entre a categoria. “Eu vejo com bons olhos essa mudança até porque o atual sistema de habilitação não ensina e não habilita. Os motocicletas não saem preparados para enfrentar as diversidades do trânsito”, reconhece.

Entre as alterações, a autarquia vai sugerir a especificação dos conteúdos do curso teórico de acordo com a habilitação pretendida e o aumento da carga horária das aulas práticas e teóricas, de 20 para 30 horas/aula para o processo de habilitação. Um terço do curso e parte da prova prática de direção devem ser feitos dentro da cidade. Nos cursos especializados para motofretistas e mototaxistas, o Detran sugere aumento da carga, de 30 para 50 horas-aula.

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